O Brasil se despede de um dos maiores nomes da televisão. O dramaturgo e escritor Benedito Ruy Barbosa morreu nesta terça-feira, 7, aos 95 anos, em São Paulo, em decorrência de complicações provocadas por uma insuficiência renal crônica. A informação foi confirmada pelo Hospital do Coração (HCor), onde o autor estava internado.
Responsável por algumas das novelas mais emblemáticas da televisão brasileira, Benedito construiu uma carreira de mais de seis décadas, marcada por narrativas que retrataram o campo, as transformações sociais e a identidade do país. Entre suas principais obras estão Pantanal, O Rei do Gado, Terra Nostra, Velho Chico e Sinhá Moça.
Antes de se consolidar como autor de televisão, Benedito iniciou sua trajetória no jornalismo. Em 1954, foi aprovado em um concurso promovido pelo jornal O Estado de S. Paulo e começou a carreira como revisor. Posteriormente, atuou como repórter esportivo no jornal Última Hora, passou pela Gazeta Esportiva e trabalhou como redator de publicidade na Radial Propaganda, experiência que também contribuiu para sua formação como contador de histórias.
Na literatura e no teatro, escreveu seu primeiro romance, Fogo Frio, adaptado para os palcos em 1959 a convite de Oduvaldo Vianna Filho. A peça foi dirigida por Augusto Boal no Teatro de Arena e conquistou o principal prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA).
Ao longo da carreira, Benedito Ruy Barbosa também trabalhou em emissoras como TV Tupi, TV Excelsior, Record TV, Band, Rede Manchete e TV Globo, onde assinou as produções que consolidaram seu legado na dramaturgia nacional.
O velório será realizado nesta terça-feira, 7, das 15h às 21h, no Funeral Home, no bairro da Bela Vista, em São Paulo. A cerimônia será aberta ao público entre 15h e 16h.