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Bola da Vez

Lucas Duque, sócio e diretor criativo da Sonido: “A música virou linguagem estratégica das marcas”

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Da expansão internacional à inteligência artificial aplicada ao craft sonoro, a Sonido vive um novo momento de posicionamento no mercado global de áudio para publicidade e entretenimento. Com a abertura de uma operação em Varsóvia, na Polônia, a produtora amplia sua atuação na Europa e passa a explorar novas conexões criativas e comerciais fora do eixo latino-americano. Em entrevista ao VoxNews, Lucas Duque fala sobre as diferenças entre os mercados brasileiro e europeu, o impacto da IA nos processos de produção musical e a crescente importância estratégica do som na construção de marcas em um cenário cada vez mais fragmentado entre plataformas e formatos.

 

VoxNews – A abertura da sede em Varsóvia marca um novo momento da Sonido. O que motivou a escolha da Polônia como hub e qual o papel dessa operação na expansão internacional da produtora?

Lucas Duque – Na verdade foi uma oportunidade. Montamos uma operação na Polônia por causa de um cliente que nos demanda diariamente. E isso nos fez ter um outro olhar para a região.

VoxNews – Como você avalia as principais diferenças entre o mercado brasileiro e o europeu quando o assunto é produção de trilhas para publicidade, especialmente em termos de briefing, orçamento e liberdade criativa?

Lucas Duque – Se essa pergunta fosse feita há dez anos, a resposta seria diferente. Mas hoje, depois de um mundo que se viu obrigado a “retrabalhar o trabalho” por causa de uma pandemia, percebo que os mercados se alimentam das mesmas fontes e têm desejos muito parecidos. Demos sorte de ter cruzado com pessoas muito interessadas em música e no papel do áudio nos projetos, e isso nos fez abrir conexões também com mercados de outros países.

VoxNews – A inteligência artificial já começa a impactar a produção musical. Na prática, como a Sonido está incorporando essas ferramentas sem comprometer originalidade e craft?

Lucas Duque – Hoje a IA é parte fundamental dos nossos processos de trabalho. Sem querer ser clichê e já sendo, é um meio, uma ferramenta. Traz ideias que não estavam no radar. No nosso caso, temos usado bastante a inteligência artificial para nossas trilhas em polaco, por exemplo. Mas sempre como ferramenta para aprovação, monstros etc.

VoxNews – Existe uma mudança clara na demanda entre trilhas para campanhas publicitárias e para conteúdo (streaming, branded content, social)? Como isso influencia o modelo de negócio da Sonido?

Lucas Duque – A entrega de uma produtora de áudio está em constante evolução. Em 24 anos de Sonido, passamos por vários momentos, e o importante é entendermos e aprendermos. Mas, no fim, seguimos falando de áudio e de como usá-lo de maneira apropriada a cada tipo de formato.

VoxNews – Com a pulverização de formatos e plataformas, qual passa a ser o papel estratégico da trilha sonora na construção de marca hoje?

Lucas Duque – A música transforma. Traz emoção, tensão, felicidade, beleza etc. E, de acordo com o que temos sentido na produtora, cada vez mais as marcas querem se conectar por meio da música. Querem achar sua linguagem, buscam ser reconhecidas pelo som, pelas suas “cinco notas”. É um momento muito rico para essa relação e todos só têm a ganhar.

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