Radar Cannes: André Faria, CEO da Evil Twin Music

Por voxnews2 min de leitura

Para André Faria, CEO da Evil Twin Music, em um cenário cada vez mais homogêneo do ponto de vista audiovisual, a criatividade, o craft, as pequenas imperfeições e uma estética de beleza orgânica são elementos que ajudam a construir linguagens originais. Segundo o executivo, esses aspectos fazem diferença na realização de filmes, trilhas sonoras e na execução de ideias, independentemente da mídia em que são veiculadas.

 

1 – “Why Do It?”- Nike

 

Acabei de ter uma filha, a Margot de um ano e 4 meses, e quando ví esse filme pensei nela na hora. Que bom que existes filmes assim, que trazem a questão da competitividade, superação e o que é vencer. Mas vamos por partes. O filme em si já merecia ganhar um leão de cara pela montagem e fotografia. Filme de linguagem, com uma locução cirurgicamente dirigida e posicionada. O simples, o extrato da idéia, o resumo, é sempre mais poderoso do que os floreios. E aqui é sobre isso: os atletas mais cascas-grossas do planeta e um baita texto, um baita posicionamento corajoso (concordem ou não) de marca e um baita incentivo aos futuros atletas do planeta. Incluindo a Margot, que já começou a andar e pular quando toca pula pula pipoquinha.

 

2- adidas Backyard Legends – The Greatest Football Story Ever Told

 

Quando vc coloca celebridades em um contexto totalmente diferente do que estamos acostumados, a propaganda vira conteúdo instantaneamente. Aqui isso é feito da maneira mais legal do mundo, tanto pelo calibre das celebs, quanto pela idéia e a mistura de música, cinema e esporte.

 

3 – Branch Museum of Design – Rebranding

 

Um sistema de design absurdo criado pela Muelle Lowe de Los Angeles. O prédio histórico do museu na Virgínia, o maior asset do museu, serviu de inspiração para o futuro da marca. Dois traços do teto do prédio deram origem a um universo lindo, múltiplo e principalmente único. Foi o Rebranding of the Year nos Estdados Unidos pela AdAge. Tivesmo a sorte de sermos convidados a fazer parte do time de áudio, criando o sonic branding dentro do mesmo conceito, também usando a arquiteturta do prédio como inspiração através da teoria musical de Pitágoras. Com certeza um dos projetos mais alternativos e interessantes que já participei.