Fbiz e Instituto Maria da Penha usam camisa da Seleção para alertar sobre violência contra a mulher

A discussão nas redes sociais em torno do bordão “Vai, Brasa!”, estampado na gola da camisa oficial da Seleção Brasileira, inspirou uma nova ação do Instituto Maria da Penha (IMP) criada pela Fbiz. Em vez da frase que virou tema de debate entre torcedores, a campanha substitui a inscrição por dados sobre violência contra a mulher, chamando atenção para um problema que costuma se agravar em dias de jogos de futebol e durante grandes competições esportivas.

A iniciativa prevê o envio de um número limitado de camisas personalizadas para artistas, influenciadores e criadores de conteúdo, entre eles Lázaro Ramos, Romulo Estrela, Juvi Chagas, Ana Hickmann, Fernanda Motta, Celso Kamura e Pablo Loyo, que participam da ação de forma voluntária. Nas etiquetas das peças aparecem informações como “Uma mulher é vítima de feminicídio a cada seis horas no Brasil”, “Em dias de jogo, os registros de lesão corporal contra mulheres aumentam 21%” e “Quando um time favorito perde, os registros de violência doméstica aumentam cerca de 7,5%”.

Segundo o Instituto Maria da Penha, a proposta é aproveitar a visibilidade do futebol para ampliar o debate sobre a violência doméstica e incentivar a denúncia. “O Brasil parou para discutir a gola da camisa, então trouxemos dentro dela o que realmente importa discutir”, afirma a carta que acompanha os kits enviados aos participantes da campanha, junto de um QR Code com acesso aos materiais da iniciativa.

Além da ação com criadores de conteúdo, a campanha terá desdobramentos em mídia OOH em 12 cidades, entre elas São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Fortaleza, Campinas, Natal, João Pessoa e Aracaju, além de publicações nos canais digitais do Instituto Maria da Penha.

“A violência contra a mulher é uma questão que diz respeito a toda a sociedade. Se o futebol mobiliza milhões de brasileiros, ele também pode ajudar a mobilizar consciências. Nenhum resultado de jogo justifica a violência”, afirma Maria da Penha. Para Filipe Matiazi, VP de Criação da Fbiz, a campanha aproveita a repercussão em torno da camisa da Seleção para direcionar a atenção do público a um tema de interesse social.

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