Dia da Mulher: Diana Cotini, VP de Mídia e Estratégia da Twist – “Mulheres na liderança devem ser vistas como algo natural, não como pauta.”
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O mercado de publicidade e comunicação já confia em mulheres para liderar crescimento e transformação das empresas ou ainda as enxerga como símbolo de diversidade, não como potência de negócio?
Na minha experiência, publicidade e comunicação já são mercados que confiam em mulheres para liderar negócios. Eu comecei a carreira cercada por mulheres em cargos de diretoria e vice-presidência, então, para mim, sempre foi natural associar liderança a visão, competência e resultado, não a gênero.
Por isso, nunca vivi esse lugar de ser percebida apenas como símbolo de diversidade. Ao longo da minha trajetória, vi mulheres conduzindo clientes, estratégias, equipes e crescimento de forma muito concreta. Não como exceção, mas como parte da engrenagem central do mercado.
É claro que ainda existem setores em que a mulher precisa se provar mais, especialmente em ambientes mais conservadores ou historicamente masculinos. Mas, falando especificamente de marketing e publicidade, minha percepção é de um mercado que reconhece quem combina visão de negócio, pensamento estratégico, criatividade, capacidade analítica, tomada de decisão e execução consistente.
Para mim, liderança não se mede apenas por resultado numérico, embora ele também importe. Liderança se revela na capacidade de gerar transformação: impulsionar negócios, desenvolver pessoas, reposicionar marcas, destravar potenciais, mudar culturas e abrir caminhos. É esse poder de mobilizar evolução, em diferentes dimensões, que distingue quem de fato lidera, independentemente de gênero.
Na Twist, essa percepção também aparece de forma muito concreta. Grande parte dos nossos clientes têm mulheres em posições de liderança no marketing, como Estapar, Olé, EY, Orizon e Smoking. Aqui na agência, temos também um podcast, o Marketing With a Twist, que é um bate-papo com grandes lideranças do mercado. Dos 80 líderes de marketing entrevistados, metade são mulheres. Para mim, isso não é um recorte artificial, mas um reflexo bastante fiel de como esse mercado se organiza hoje.
Acho que o avanço mais importante está justamente aí: quando mulheres em posições de decisão deixam de ser pauta e passam a ser uma imagem natural do mercado, isso mostra maturidade. Na comunicação, mulheres já não pedem espaço para liderar. Em muitos casos, são elas que estão ajudando a definir para onde o mercado vai.
