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Bola da Vez

2026: Carlos Renato Rocha, sócio da Match: “Não é um ano para marcas neutras ou mal preparadas.”

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Em um contexto em que a Copa do Mundo aumenta a demanda por conteúdos de alto impacto e as Eleições ampliam riscos reputacionais, como agências e anunciantes devem se preparar para lidar com tensões, oportunidades e novas regras do jogo em 2026?

 

“Cada ano traz seu próprio desafio. Mas 2026 será especialmente desafiador para agências e anunciantes, porque junta dois dos maiores motores de atenção e emoção popular: a Copa do Mundo e as Eleições. De um lado, temos um evento que mobiliza paixões, ativa o orgulho nacional e abre espaço para campanhas emocionais e inspiradoras. Do outro, um cenário político altamente polarizado, onde qualquer mensagem pode ser interpretada – ou distorcida – dentro de uma lógica eleitoral. Nesse contexto, o segredo está no equilíbrio. As marcas precisam ter clareza de posicionamento, saber onde pisam e, principalmente, entender que timing e tom serão tão importantes quanto a mensagem em si. É um ano que exige planejamento flexível, inteligência cultural e responsabilidade na criação. Não dá pra operar no piloto automático. Cada campanha precisa considerar o clima social do momento, as regras do jogo, inclusive as legais, e o impacto potencial de cada conteúdo. Mas, ao mesmo tempo, quem estiver preparado vai encontrar oportunidades únicas de construir relevância, gerar conversa e criar conexão real com o público. A Copa, por exemplo, pode ser território riquíssimo para fortalecer narrativas de marca, desde que isso seja feito com autenticidade e propósito. Em resumo, 2026 não é um ano para marcas neutras ou mal preparadas. É um ano para quem entende o contexto, respeita as tensões e sabe usar a criatividade como ferramenta de conexão e não de ruído.”

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