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Bola da Vez

2026 – Juliana Pileggi Suplicy, sócia e CEO da AKM: “O Live Marketing será o campo que transforma atenção em diálogo e emoção em impacto.”

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Em um contexto em que a Copa do Mundo aumenta a demanda por conteúdos de alto impacto e as Eleições ampliam riscos reputacionais, como agências, e anunciantes devem se preparar para lidar com tensões, oportunidades e novas regras do jogo em 2026?

 

O ano de 2026 traz um combo único de desafios e oportunidades para o mercado de comunicação e para a indústria de Live Marketing. A Copa do Mundo e as eleições criam um cenário em que marcas e agências precisam trabalhar com mais estratégia, responsabilidade e consciência sobre o impacto social de suas ações.

 

De um lado, teremos um ambiente marcado por tensões sociais, polarização e riscos reputacionais ampliados. De outro, um momento poderoso para construir diálogos relevantes, experiências memoráveis e conexões genuínas entre marcas e pessoas.

 

A Copa do Mundo é um ecossistema de marcas e narrativas, e historicamente, um grande acelerador de projetos de Live Marketing. Mas ela envolve muito mais do que os patrocinadores oficiais. Além dessas marcas que carregam os direitos comerciais do evento, existe uma vasta cadeia de marcas que ativam a torcida, o varejo, o consumo emocional e a celebração, um território fértil e essencial para o nosso setor.

 

Atuar nesse contexto exige conhecimento técnico-criativo, leitura de comportamento e também rigor jurídico, especialmente em relação às normas de proteção contra ambush marketing. Criar experiências memoráveis sem violar direitos é uma arte que combina sensibilidade, estratégia e responsabilidade.

 

Na AKM, acumulamos vivências em eventos esportivos internacionais, operações complexas, múltiplos stakeholders, fluxos humanos intensos e demandas de precisão. Essa experiência nos dá clareza: a Copa do Mundo é uma oportunidade gigantesca, mas só será plenamente aproveitada por quem souber jogar dentro das regras, inovar com consistência e respeitar o ambiente cultural e regulatório do esporte.

 

As Eleições são momentos de mais tensão, risco e também oportunidade. Paralelamente, o período eleitoral traz nuances desafiadoras. A disputa de narrativas e o alto grau de polarização exigem que marcas e agências adotem filtros mais rigorosos, clareza de posicionamento e uma leitura sociopolítica cuidadosa.

 

Ainda assim, há oportunidades importantes, especialmente para marcas que desejam construir relevância com responsabilidade e propósito, fortalecendo temas como diversidade, impacto social e cidadania. É aqui que pautas de ESG ganham força real e deixam de ser discurso para se tornar prática que protege reputações e gera valor.

 

A nova regra do jogo: planejamento responsável. Para navegar 2026 com solidez, será essencial adotar um modelo que combina: Antecipação e leitura de cenários, Inteligência reputacional ancorada em ESG, Criatividade aplicada com rigor técnico, Respeito a normas, direitos comerciais e diretrizes legais e Experiências que aproximam, acolhem e constroem significado. Trata-se de transformar risco em diretriz, contexto em estratégia e propósito em resultado.

 

O Brasil entra em 2026 diante de uma tempestade perfeita de atenção global e debate interno. Para o Live Marketing, isso representa tanto cautela quanto protagonismo. Quando feito com técnica, sensibilidade, responsabilidade e consistência, o Live Marketing é justamente o campo capaz de transformar atenção em diálogo, emoção em experiência e oportunidade em impacto.

 

E é exatamente para isso que estamos preparados.

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