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Bola da Vez

2026 – Leonardo Brossa, sócio da Quintal: “No maior caldeirão de conversas do ano, relevância vence a disputa por volume.”

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Em um contexto em que a Copa do Mundo aumenta a demanda por conteúdos de alto impacto e as Eleições ampliam riscos reputacionais, como agências, e anunciantes devem se preparar para lidar com oportunidades e novas regras do jogo em 2026?

 

Com a Copa do Mundo e as Eleições ocorrendo no mesmo ano, marcas e agências enfrentarão um contexto de alta sensibilidade e exposição. A Copa amplia o desejo por conteúdos de impacto e conversas populares, enquanto as Eleições elevam drasticamente os riscos reputacionais, ainda mais em um cenário em que a Inteligência Artificial será capaz, pela primeira vez, de produzir conteúdos sintéticos hiper-realistas capazes de confundir e manipular narrativas. Isso exige que anunciantes revisem contratos com influenciadores, reforcem protocolos internos e avaliem cuidadosamente o timing e o contexto de cada comunicação.

Na Copa, veremos novamente marcas tentando se inserir em conversas para as quais não têm legitimidade, contribuindo para um ruído gigantesco. Nesse ambiente, a melhor estratégia é buscar conversas menores, porém mais ricas e alinhadas ao território de cada marca, onde elas possam exercer autenticidade. Uma seguradora, por exemplo, pode explorar curiosidades reais sobre apólices de atletas; já uma marca de produtos de limpeza pode transformar o caos do pós-jogo com os amigos (imagina a pilha de louças) em conteúdo divertido e proprietário. Ser pertinente será mais valioso do que simplesmente reciclar memes ou competir por espaço em discussões já superlotadas.

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