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Bola da Vez

2026 – Jair Oliveira, sócio da S de Samba: “Para quem se planeja, é um ano de inteligência.”

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Quais serão os maiores desafios para as produtoras em 2026 ao equilibrar volume, velocidade e qualidade em um calendário marcado por campanhas eleitorais e ativações massivas ligadas à Copa do Mundo?

 

Quando penso nos desafios de 2026 para as produtoras, não penso em algo inédito. A combinação entre Copa do Mundo e eleições é cíclica e, a cada quatro anos, impõe ao mercado um ambiente naturalmente mais sensível e instável. Empresas, agências e produtoras já conhecem esse terreno e, em grande parte, vêm se programando para atravessar esse período de forma mais organizada.

No campo político, o cenário tende a ser mais imprevisível. São eleições importantes, em âmbito estadual e federal, em um país marcado por polarização e tensões ideológicas. Isso impacta decisões, investimentos e posicionamentos. Não é raro que empresas adotem cautela até que o ambiente fique mais claro e que muitas decisões estratégicas fiquem para depois do ciclo eleitoral. Esse movimento faz parte da dinâmica do mercado.

Com a Copa do Mundo, o contexto é outro. Trata-se de um evento global, em torno do esporte mais popular do planeta, no qual o Brasil tem uma história singular. Ainda que a Seleção chegue desacreditada em determinados ciclos, a competição tem a capacidade de transformar o humor quando a bola rola: a percepção se renova, o sentimento coletivo e o engajamento se elevam. Esse componente de emoção é central para quem trabalha com comunicação.

O grande desafio das produtoras é entender o sentimento do brasileiro em relação à Seleção e à Copa, e trabalhar com ele em tempo real. A Copa é um campeonato de tiro curto, são 7 jogos, e em poucos dias tudo pode se transformar. Em um campeonato tão intenso, o discurso de hoje dificilmente será o mesmo daqui a alguns dias. Uma vitória muda estratégias. Uma derrota reorganiza mensagens. A comunicação precisa acompanhar esse movimento com agilidade.

Com a campanha eleitoral, a lógica é semelhante, embora em outro ritmo. Pesquisas, alianças, crises e discursos alteram o cenário político quase diariamente. Isso exige das produtoras, das agências e das marcas capacidade de adaptação constante, leitura de contexto e rapidez nas decisões.

O maior desafio não está em produzir mais, mas em estar pronto para comunicar rapidamente. Em 2026, tudo pode mudar de uma hora para outra. As emoções mudam. As narrativas mudam. As prioridades mudam. E a comunicação precisa mudar junto.

O principal desafio das produtoras é a adaptação rápida a emoções que se transformam de maneira veloz. Estar preparado para reagir. Estar atento ao ambiente. Estar conectado ao país.

E 2026 não será um teste de volume. Será um teste de leitura de cenário, velocidade de reação e maturidade estratégica. Para quem se planeja, não é um ano de medo. É um ano de inteligência.

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