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Bola da Vez

2026 – Dario Menezes, diretor executivo da Caliber no Brasil: “Autenticidade e consistência deixam de ser escolha, tornam-se obrigação.”

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Em um contexto em que a Copa do Mundo aumenta a demanda por conteúdos de alto impacto e as Eleições ampliam riscos reputacionais, como agências, e anunciantes devem se preparar para lidar com tensões, oportunidades e novas regras do jogo em 2026?

 

Se 2025 já trouxe seus próprios desafios, 2026 se anuncia ainda mais complexo, marcado pela convergência de um megaevento global — a Copa do Mundo — e de um cenário político altamente sensível, com eleições presidenciais e estaduais. Nesse contexto, marcas e agências precisarão alinhar suas estratégias de comunicação ao ritmo do ambiente social, atuando de forma antecipada, cuidadosa e coerente. Isso passa pelo alinhamento entre discurso e prática, já que a reputação corporativa será permanentemente testada e qualquer desconexão entre o que se promete e o que se entrega tende a ser menos tolerada. Em um ambiente de vigilância ampliada, autenticidade e consistência tornam-se pilares estratégicos.

Também será necessário redobrar a atenção diante de tendências passageiras. Participar de conversas virais apenas pelo alcance pode trazer ganhos imediatos, mas comprometer a percepção de longo prazo. Manter-se dentro do território legítimo da marca — com mensagens conectadas ao posicionamento institucional e às ações efetivamente implementadas — é mais seguro e sustentável. Da mesma forma, a relação com influenciadores exigirá revisão: em um mundo de hiperexposição, qualquer gesto, opinião ou comportamento pode gerar repercussões negativas. Por isso, ampliar o protagonismo das lideranças internas e incentivar colaboradores a se tornarem multiplicadores das mensagens alinhadas aos valores da organização tende a ser uma estratégia mais sólida.

Outro ponto crítico será o monitoramento reputacional em tempo real. Mais do que números de curtidas ou métricas de engajamento — frequentemente infladas por comportamentos artificiais —, será essencial compreender percepções reais, com apoio de ferramentas baseadas em dados qualitativos e em fontes confiáveis. Por fim, 2026 exigirá integração cada vez mais estreita entre marketing, reputação e assuntos públicos, desde o início do planejamento. Antecipar riscos, mapear sensibilidades e garantir coerência narrativa serão práticas indispensáveis em um ano que demandará inteligência contextual em nível máximo.

Com isso, a empresa estará mais precavida do que está por vir no próximo ano.

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