‘Twiplomacy’: como os países administram suas contas no Twitter

26/11/2012

A Burson-Marsteller, agência de relações públicas e comunicação global, lançou a segunda parte do estudo “Twiplomacy”, que analisa práticas de branding de países no Twitter. O estudo aponta que apenas nove dos governos dos 193 Estados-membros da ONU têm controle sobre as contas associadas aos nomes de seus países no Twitter.

As contas da Grã-Bretanha (@GreatBritain), Israel (@Israel), e Suécia (@Sweden) são os principais exemplos de promoção nacional no Twitter. A conta Brasil (@Brasil) traz apenas o nome “carol” e tem os Tweets protegidos, enquanto Brazil, em inglês (@Brazil) pertence ao grupo de 36 perfis de países suspensos pelo Twitter por infringir seus Termos de Serviço.

O Twitter da Grã-Bretanha (@GreatBritain) faz parte da campanha ‘Britain is Great’, lançada em março para promover aspectos positivos do Reino Unido. @Israel é o canal official do país no Twitter, mantido pelo Time de Diplomacia Digital do Ministério das Relações Exteriores. Um dos perfis mais seguidos do país, com mais de 66 mil seguidores, a conta é o principal centro de atividade do governo de Israel no Twitter.

O governo sueco deu o controle do seu Twitter oficial (@Sweden) à população. A cada semana, um Sueco é escolhido para postar no perfil, compartilhando dicas, fatos e opiniões sobre a vida no país com os mais de 65 mil seguidores. O projeto, “Curators of Sweden” foi lançado em dezembro de 2011 e copiado pela Irlanda (@Ireland) e Nova Zelândia (@NewZealand). O projeto também inspirou grupos de voluntários de mais de 20 países a participar de um movimento denominado Curadoria Rotativa.

As contas no Twitter de Antígua e Barbuda (@AntiguaBarbuda), Barbados (@Barbados), e Lituânia (@Lithuania), das Maldivas (@Maldives), África do Sul (@SouthAfrica), e Espanha (@Spain) são controladas por organizações oficiais de cada país para divulgar o turismo. De cada cinco países, três estão com as contas relativas aos nomes protegidas, inativas ou suspensas, como é o caso do Brasil. Quase metade dos outros 71 perfis ativos apenas compartilham Tweets com notícias sobre os países.

Os dados da pesquisa foram coletados em novembro de 2012 e analisaram os perfis com os nomes dos 193 países-membros da ONU. A Burson-Marsteller usou a ferramenta Twitonomy para analisar os padrões de Tweets e o histórico de cada conta na rede social.

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