O jornalista e escritor Zuenir Ventura morreu nesta terça-feira, 22, aos 95 anos, no Rio de Janeiro, em decorrência de uma pneumonia. Com mais de seis décadas dedicadas à imprensa, ele construiu uma trajetória marcada por grandes reportagens e livros que se tornaram referências do jornalismo brasileiro.
Mineiro de Além Paraíba, Zuenir passou por redações como Tribuna da Imprensa, Correio da Manhã, O Cruzeiro, Visão, Veja, IstoÉ, Jornal do Brasil e O Globo. Em 2014, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras (ABL), onde ocupava a cadeira 32.
Entre suas obras mais conhecidas está 1968: O ano que não terminou, publicado em 1988 e inspirado no período em que o jornalista acompanhou os acontecimentos políticos e culturais do país e chegou a ser preso após a edição do AI-5. O livro também inspirou a minissérie Anos Rebeldes, de Gilberto Braga.
Zuenir também assinou Cidade partida, resultado de uma longa investigação realizada após a chacina de Vigário Geral, e Chico Mendes: crime e castigo. Sua cobertura sobre o assassinato do líder seringueiro Chico Mendes recebeu os prêmios Esso e Vladimir Herzog.
Em 2026, sua trajetória foi retratada em Mestre Zu, documentário dirigido por Zelito Viana e exibido pela ABL durante a Festa Literária Internacional de Niterói (Flin).
O velório será realizado nesta quarta-feira, 23, na sede da ABL, no Centro do Rio. Zuenir Ventura será enterrado no Mausoléu da instituição, no Cemitério São João Batista, em Botafogo.