O Brasil encerrou sua participação no Cannes Lions 2026 com 62 Leões, impulsionado pela conquista do Grand Prix de Glass: The Lion for Change para “Nigrum Corpus“, da Artplan para IDOMED e Instituto Yduqs. O prêmio foi anunciado na cerimônia de encerramento do festival e colocou o país na liderança da categoria, que distribuiu apenas cinco troféus nesta edição: um Grand Prix, um Ouro, uma Prata e dois Bronzes.
O trabalho aborda o racismo estrutural na medicina e a sub-representação de corpos negros na formação médica. Desenvolvido como parte do programa Mediversidade, do IDOMED, “Nigrum Corpus” resultou em um livro distribuído em faculdades de medicina de todo o país, propondo uma revisão das referências utilizadas no ensino e ampliando a discussão sobre os impactos dessa lacuna nos diagnósticos e tratamentos da população negra.
O case amplia uma trajetória iniciada no Cannes Lions de 2025, quando conquistou o Grand Prix de Industry Craft, além de dois Ouros e um Bronze. Na edição de 2026, voltou ao festival inscrito em novas categorias e, além do Grand Prix de Glass, conquistou um Leão de Bronze em Creative Data.
Em outra premiação anunciada na cerimônia de encerramento, o Grand Prix de Sustainable Development Goals ficou com “Paid Sick Leave for Cows“, criada pela The Partnership Agency, de Nairobi, para a marca Too Good. A campanha enfrentou um problema recorrente no Quênia: quando uma vaca adoece, seu leite não pode ser consumido por um período de três a cinco dias, mas muitos produtores acabam comercializando o produto para não perder renda. A iniciativa criou um mecanismo de compensação financeira para permitir que os pecuaristas descartem o leite contaminado sem prejuízo econômico, contribuindo para a segurança alimentar e a saúde pública. A conquista representa o primeiro Grand Prix da história do Quênia no Cannes Lions.