2026: Denise Vieira, head de Planejamento e Mídia da HZ: “Atenção será o ativo mais caro”

Em um contexto em que a Copa do Mundo aumenta a demanda por conteúdos de alto impacto e as Eleições ampliam riscos reputacionais, como agências e anunciantes devem se preparar para lidar com tensões, oportunidades e novas regras do jogo em 2026?

 

Em 2026, agências e anunciantes entram em um território onde a disputa pela atenção não é apenas criativa, mas estrutural. Com a Copa do Mundo potencializando a demanda por impacto e as eleições consumindo drasticamente o inventário de TV e rádio, a preparação exige antecipação na compra de mídia e uma governança rigorosa de riscos. O jogo muda rápido: o consumidor estará emocionalmente carregado e bombardeado por estímulos, o que transforma a garantia prévia de espaços premium na grade em uma questão de sobrevivência. O desafio central será entregar pertinência e visibilidade em um ano de mídia inflacionada, sem ultrapassar as zonas sensíveis da polarização política.

Por outro lado, esse cenário de alta competitividade abre oportunidades valiosas para quem entende que a paixão move o consumo. No varejo, trabalhamos com a lógica de ser útil antes de ser visto: as marcas devem atuar como “portos seguros” de celebração e serviço, em meio ao ruído eleitoral. Para isso, nosso direcionamento é claro: ser rápido, responsável e relevante. O sucesso dependerá de cruzar dados de audiência com timing preciso para ocupar espaços legítimos, oferecendo experiências que gerem valor real e garantindo uma presença significativa nos momentos que realmente importam para o consumidor.

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