Em meio ao avanço acelerado da inteligência artificial nas decisões do dia a dia, um novo curta-metragem propõe uma reflexão sobre os impactos da tecnologia nos vínculos afetivos. Lançado pela ISLA em parceria com a Rebolucion AI e a About Entertainment, o projeto investiga como o uso excessivo de IA pode alterar a forma como as pessoas se relacionam.
Ambientado em um futuro próximo, o filme retrata um cenário em que até a expressão de sentimentos passa a ser mediada por sistemas inteligentes. Na narrativa, personagens recorrem à tecnologia para substituir gestos tradicionalmente humanos: uma mulher pede que a IA pinte o retrato do parceiro; um homem solicita que a máquina escreva uma carta romântica; outro, que componha uma música; enquanto uma jovem delega ao sistema a escolha entre dois pretendentes e até a marcação de um encontro.
À medida que a dependência tecnológica cresce, os relacionamentos entram em colapso. Com o aumento das separações, a inteligência artificial “superaquece” e surge a decisão radical de destruí-la, numa tentativa de resgatar a espontaneidade emocional.
Dirigido por Sebastian Lopez, o curta Happy Valentine’s DA.I. foi desenvolvido ao longo de dez meses, envolvendo equipes de criação, roteiro, produção e pós-produção. Segundo os diretores de criação da ISLA, Ezequiel De Luca e Nicolas Diaco, o objetivo foi testar o potencial criativo e emocional da tecnologia no próprio processo de storytelling.
Concebido como um projeto artístico e experimental sem fins lucrativos, o filme foi lançado em 14 de fevereiro, durante o Valentine’s Day, data tradicionalmente associada à celebração do amor, especialmente nos Estados Unidos.
FICHA TÉCNICA: