O mercado de publicidade e comunicação já confia em mulheres para liderar crescimento e transformação das empresas ou ainda as enxerga como símbolo de diversidade, não como potência de negócio?
O mercado de comunicação ainda vive uma contradição. Quando se fala em diversidade, as mulheres aparecem rápido nas apresentações institucionais. Mas quando a conversa vira crescimento, faturamento, expansão e transformação real das empresas, o reconhecimento ainda demora a chegar.
Ao mesmo tempo, vemos cada vez mais mulheres liderando áreas de negócio, comandando grandes agências e clientes, abrindo novos mercados e sustentando crescimento. Quando mulheres passam a ser associadas à geração de resultado, o debate deixa de ser romantizado e passa a ser estrutural. Talvez a pergunta precise ser invertida. Não é mais se o mercado confia nas mulheres para liderar transformação.
A pergunta é quanto crescimento as empresas ainda estão deixando na mesa quando não colocam mais mulheres nas decisões de negócio. No mercado de comunicação – que vive de entender gente, cultura e comportamento – ignorar metade do talento disponível não é apenas injusto. É um erro estratégico.