2026 – Georgia Araújo, presidente da Coração da Selva: “No auge do audiovisual brasileiro, quem se preparou antes sai na frente.”

Quais serão os maiores desafios para as produtoras em 2026 ao equilibrar volume, velocidade e qualidade em um calendário marcado por campanhas eleitorais e ativações massivas ligadas à Copa do Mundo?

A Coração da Selva, além de ter uma área forte em publicidade, possui uma área muito robusta em conteúdo para cinema, TV e streaming. O ano de 2026 promete ser um ano de produção maior e de grande conteúdo. Isso é impulsionado por uma série de fatores, incluindo o financiamento de projetos de filmes pelo Fundo Setorial do Audiovisual, que tem um planejamento de investimento recorde.

Apesar de esperarmos 2026 um ano muito intenso, estamos nos preparando para uma produção de escala maior desde 2020, atuando em diversas frentes, como publicidade tradicional, dramaturgia para TV, cinema, plataformas de streaming e dramaturgia para o
meio digital.

Uma estratégia fundamental foi garantir talentos-chave em nossa equipe fixa, criando uma base que viabilizasse a produção em grande escala. Essa equipe fixa está engajada há bastante tempo, chegando a cerca de 50 pessoas, independentemente dos freelancers de
cada projeto. Além dessa estrutura robusta, a maior parte da pós-produção é feita internamente, o que garantiu escala, velocidade e independência para as atividades da produtora. Naturalmente, a empresa trabalha com todo o mercado de freelancers e também
com o mercado de locação e fornecedores da cadeia audiovisual, a percepção que tenho é que essas empresas também estão se estruturando para a grande demanda, e o mercado como um todo está mais preparado para absorver um volume maior.

Uma novidade e um investimento específico da Coração da Selva é em tecnologia e inovação. Isso inclui o uso de Inteligência Artificial, mas não se limita a ela. A produtora foca na automação de processos, especialmente os burocráticos, redundantes e repetitivos, o
que é visto como um desenvolvimento natural em 2025. O objetivo é liberar o talento das pessoas para a especificidade do projeto, como a parte criativa, artística, estratégica e política.

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