Em um contexto em que a Copa do Mundo aumenta a demanda por conteúdos de alto impacto e as Eleições ampliam riscos reputacionais, como agências e anunciantes devem se preparar para lidar com tensões, oportunidades e novas regras do jogo em 2026?
Em 2026, a convergência entre a Copa do Mundo e as Eleições criará um ecossistema de comunicação volátil, onde a velocidade das narrativas será ditada pelas comunidades. Neste cenário, a preparação estratégica deve ser social-first e culture-driven. Isso significa ir além do monitoramento de menções e mergulhar no entendimento profundo dos códigos, valores e tensões que movem diferentes grupos. Agências e anunciantes precisarão atuar como etnógrafos digitais, mapeando não apenas o que está sendo dito, mas o porquê por trás dos comportamentos. A agilidade para ler esses contextos em tempo real será a principal defesa contra riscos reputacionais, permitindo que as marcas identifiquem tensões latentes antes que elas se tornem crises, e antecipem oportunidades de se conectar de forma autêntica com as pessoas.
A sustentação dessa operação deverá priorizar a escuta ativa e a co-criação. Em um ano de polarização e paixões exacerbadas, as marcas não podem ser espectadoras neutras, precisam ter clareza sobre seu propósito e posicionamento para navegar as tensões sem cair no oportunismo vazio. O grande jogo será o da curadoria criativa: filtrar os milhões de estímulos e identificar os momentos culturais genuínos nos quais a marca pode adicionar valor, seja celebrando a união do futebol de forma inclusiva ou comunicando seu papel social com transparência durante o processo eleitoral. A vitória não estará no volume de conteúdo, mas na profundidade da conexão e na inteligência cultural para operar com relevância e responsabilidade.