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BOLA DA VEZ

Tatiana Soter, diretora de planejamento da Quê, fala sobre o Riologia

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Riologia é um estudo de vários perfis cariocas que a Quê, junto com a Casa 7 Núcleo de Pesquisa, tem realizado desde o início do ano. Até agora foram divulgados 3 perfis: Geração A (são os novos idosos), CDFs – Construtores do Futuro (universitários da classe C) e Filhos 2.0 (adolescente de famílias não tradicionais). Ainda este ano serão divulgados outros dois novos perfis, os esportistas S.A e Novos Solteiros. A ideia é fazer, a cada ano, olhares distintos sobre cinco grupos de cariocas. Com o foco totalmente nas pessoas, agência e pesquisa se uniram para entender melhor as manifestações, hábitos e pensamentos desses grupos, acompanhando-os em seus espaços.

Nesta entrevista, Tatiana Soter, diretora de atendimento e planejamento da Quê, detalha mais o projeto, falando da finalidade do estudo, da metodologia e do aproveitamento dessas informações. Confira:

VoxNews – Conte-nos o que é o Riologia? Qual a finalidade do projeto?
Tatiana Soter – A proposta é trazer visões inéditas sobre perfis especiais de cariocas que surgiram ou se reinventaram no contexto atual que a cidade vive e que é muito dinâmico, um verdadeiro ecossistema. Riologia é um estudo dessa “fauna” carioca. Uma vez que o Rio vive um momento especial, com os grandes eventos e novos investimentos, ter dados e análises sobre esses novos cariocas é um ativo imprescindível para a agência e no que ela pode oferecer para nossos clientes e para o mercado.

VoxNews – Quais as empresas envolvidas no projeto?
Tatiana Soter – O projeto foi desenvolvido em conjunto pela Quê e pela Casa 7. A troca entre a agência e núcleo de pesquisa é muito rica; essas visões complementares têm funcionado muito bem para o resultado do trabalho. O Riologia extrapolou a pesquisa de consumo, tornou-se um verdadeiro estudo contínuo do comportamento carioca. Por ser um retrato desse novo Rio, o assunto ganhou dimensão: fechamos uma parceria para divulgar esse conteúdo no jornal O Globo.

VoxNews – Como foram divididos os perfis?
Tatiana Soter – Buscamos montar um retrato eclético do Rio, por isso tivemos perfis bem diferentes nesse primeiro ano do projeto. Como a ideia do Riologia é trazer descobertas inéditas, procuramos sempre trazer perfis que vêm passado por transformações significativas, como, por exemplo, nosso primeiro grupo – a terceira idade. Depois pesquisamos os universitários da classe C, os adolescentes de 13 a 17 anos, os praticantes de esportes individuais e este mês divulgaremos o estudo sobre pessoas que moram sozinhas, o último perfil de 2012.

VoxNews- Qual a metodologia aplicada no estudo?
Tatiana Soter – Como esse é um projeto de conteúdo proprietário, acabou se tornando um verdadeiro laboratório de metodologias. Em todos os perfis, temos uma etapa qualitativa e outra quantitativa. Usamos desde as técnicas mais tradicionais como os grupos focais, entrevistas em profundidade e aplicação de questionários, até iconografia digital e invasão de cenários. Para nos misturarmos aos cariocas onde eles estão, usamos a Kombi da Casa 7, que foi customizada para ser uma sala de pesquisa itinerante.

VoxNews – Dos primeiros perfis traçados, quais são as principais conclusões?
Tatiana Soter – A pesquisa aborda cada um dos perfis de maneira muito rica, apresentando as descobertas sob diversas óticas como consumo, mídia, lazer, hábitos e a relação com a cidade. No entanto, cada perfil possui algumas provocações chave, que os caracteriza como grupo. No caso dos idosos da chamada Geração A, por exemplo, eles subvertem os rótulos e fazem tudo o que imaginamos que eles não fazem, independentes e ativos que são. Os CDFs – Construtores do Futuro, nosso segundo perfil, também vão contra o senso comum da Classe C que só consome bens, para investir na educação pensando no longo prazo.

VoxNews – Como as informações coletadas serão aproveitadas?
Tatiana Soter – Desenvolvemos um grande estudo dos cariocas contemporâneos, reunindo o que aprendemos com cada perfil. O conteúdo disponibilizado no blog é apenas um resumo. Vamos usar esses dados para aumentar a inteligência da agência e do núcleo de pesquisa para realizar trabalhos para nosso clientes. E, claro, identificar novas oportunidades junto a públicos que não estão sendo bem trabalhados. Temos feito apresentações para clientes e prospects, pensando, inclusive, em conteúdo customizado. Qualquer cliente, marca, que queira usar esta inteligência, basta marcar uma apresentação.

 

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