BOLA DA VEZ



O Bola da Vez é o espaço que o Vox News reservou para, através de entrevistas, mostrar o trabalho e a opinião de profissionais que estão se destacando no meio da comunicação e daqueles de quem ainda vamos ouvir falar...

Por Amanda Corrêa


Rennê Nunes – sócio e diretor de Criação da UP line

05/09/2016

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Jornalista de formação e criativo por vocação, chegou à UP line em 2011 com o desafio de estruturar a área de Criação da agência após experiências com sua própria revista sobre skate e uma passagem na Conspiração Filmes. De lá pra cá esteve à frente de mais de 150 projetos para clientes como GNT, GloboNews, Viva, Globosat, SporTV, Prefeitura do Rio, Ampla, LinkedIn, Twitter, entre outros. Em 2013, Rennê tornou-se sócio e ao lado de Marcella Mugnaini posicionou a UP line como uma das principais agências do mercado brasileiro de live marketing. Desde então, a agência vem celebrando diversos prêmios, entre eles, o The Globes, maior premiação de Live Marketing do mundo. Agora, quem disputa o prêmio de Profissional de Criação do Ano no Ampro Globes Awards é o próprio Rennê.

Entre as diversas ações promovidas pela UP line está a mudança para a Goma, local no coração do Rio de Janeiro que reúne 35 empresas voltadas para a Economia Criativa. Segundo Rennê, são empresas que “trabalham em rede em prol de uma comunicação que faça sentir e que antes de mais nada faça sentido”. Voltando ao início do texto, para Rennê, “o céu é limite” quando se é criativo. Confira o bate-papo.

VoxNews – Você se intitula criativo por vocação. Como surgiu essa vontade em trabalhar com criação?

Rennê Nunes – Na verdade a criatividade foi uma questão de necessidade. Desde que decidi estudar comunicação numa Universidade Federal, tendo nascido e crescido numa periferia, orfão de pai e filho de professora, entendi que se não fosse criativo e tentasse ver as coisas de uma forma diferente, minha realidade seria bem mais difícil do que já era. Comecei empreender antes dos 20 anos junto com os amigos, criando uma revista de skate que contribuiu muito para promover esse estilo de vida no Rio de Janeiro. Foi aí que comecei a escrever, fotografar, atender clientes, receber não, aprendi a cair, levantar, criar e realizar eventos e ações para promover o esporte. Isso me aproximou da UP line que profissionalmente foi um divisor de águas na minha carreira. Antes tive uma passagem importante na Conspiração Filmes que me deu uma visão importante de projetos transmídia envolvendo TV e Multiplataformas.

VoxNews – A agência já vem conquistando diversos prêmios, mas essa vocação te levou a disputar o Ampro Globes Awards como Profissional de Criação do Ano. O resultado só sai no final do ano. Qual a sua expectativa?

Rennê Nunes – Na verdade eu já venci…(risos) Quando olho pra trás e vejo tudo que passei e o que consegui fazer, numa boa, independente do resultado em novembro, se cheguei até aqui é porque eu já venci. Prêmios são consequência de trabalho bem feito. Sempre me dediquei muito aos projetos que me envolvo e nos últimos anos quem me acompanha e conhece minha carreira sabe o quanto eu dediquei à UP line para que esses resultados estejam aparecendo. Agradeço muito a Marcella Mugnaini que acreditou no meu potencial desde que cheguei na UP line e esteve ao meu lado me ensinando a empreender todos esses anos. Ela é fera demais. Também gostaria de agradecer a toda equipe da agência, clientes e ao meu time criativo, afinal nenhum projeto eu fiz sozinho.

VoxNews – Há alguns anos, a UP line vem aparecendo na mídia com projetos diferenciados e conquistando mais espaços. Nos conte um pouco sobre esse crescimento da agência.

Rennê Nunes – Desde que cheguei a UP line a empresa já passou por dois reposicionamentos e está indo para o terceiro. Não estamos parados esperando o futuro acontecer, somos protagonistas da mudança. Somos uma equipe de alma jovem liderada por gestores igualmente jovens e inquietos. Acreditamos na comunicação como agente de transformação e impacto positivo, por isso estamos investindo em conhecimento e empoderando nossa equipe para fazerem uma comunicação que possa gerar orgulho de mostrarem para seus amigos, filhos e pais. E para isso precisamos criar um ambiente inspirador através de uma gestão horizontal e que compreende os valores da holocracia. Somos uma agência que opera em rede, alinhada com o espírito do tempo e que conta com uma equipe de alta performance. Isso faz com que nenhum briefing passe batido.

VoxNews – Ainda sobre a UP line. Como surgiu essa parceria com a Marcella Mugnaini?

Rennê Nunes – Somos uma dupla implacável, perdi a conta de quantas concorrências conquistamos, quantos projetos criamos e realizamos. É uma parceria vitoriosa, de sucesso. Somos pessoas com personalidades completamente diferentes uma da outra, isso sempre fez a gente ser muito complementar. Uma coisa que a criação me ensinou é que soluções boas surgem de cabeças que pensam diferente. Mas, apesar disso, o que dá a liga é a gente ter o mesmo propósito. Isso faz a gente seguir junto evoluindo e superando desafios.

VoxNews – A UP line ainda se intitula uma agência de live marketing ou podemos falar que é uma agência de comunicação integrada?

Rennê Nunes – Boa pergunta. Hoje, onde mesmo é que tá essa fronteira? Agências integradas que não pensam live estão perdendo espaço e as agências Live que não pensam de forma integrada estão limitadas. Somos é cada vez mais estratégicos. Uma agência com alma de consultoria, excelência de produtora e inovadora como uma startup.

VoxNews – Desde o ano passado a UP line ocupa um espaço na Goma apostando na Economia Criativa. Conte para nós projetos que já foram realizados em parceria com outras empresas que estão no mesmo local.

Rennê Nunes – Fez um ano que estamos na Goma. Foi a decisão mais importante que tomamos nos últimos tempos. Uma das coisas legais é que quem tomou a decisão de ir pra Goma foi nosso time. Hoje, um ano depois, 46% dos nossos projetos são feitos em rede. São 35 empresas, cerca de 100 criativos diferentes, isso faz a gente decolar. O reposicionamento da Lomadee foi um exemplo, ajudamos a marca a encontrar seu propósito e novo posicionamento, isso demandou quase um ano de trabalho colaborativo desenvolvido junto com o cliente e stakeholders. Esse ano ainda realizamos o Red Bull Amaphiko e recentemente, juntos, co-produzimos a vinda do Nobel da paz Muhammad Yunus à Goma, um dos momentos mais importantes dos últimos tempos.

VoxNews – O que mudou nos processos criativos a mudança para a Goma?

Rennê Nunes – Com a Goma aprendemos a ser uma agência sem fronteiras, permeável, aderente. Nos acoplamos ao cliente e a diferentes empresas da Goma e o que define isso é a nossa estratégia diante do briefing, a nossa inteligência coletiva. Empresas como Rastro, Carioteca, Estúdio Guanabara já fazem parte do nosso time, uma equipe muito talentosa, que trabalha em rede em prol de uma comunicação que faça sentir e que antes de mais nada faça sentido.

VoxNews – A UP line é uma agência com poucos anos. Você acha que esse “espírito jovem” ajuda na realização de ações diferenciadas?

Rennê Nunes – Somos a nova agência mais velha do mercado. Calma, eu explico: como disse já estamos no quarto reposicionamento depois de quase 15 anos de empresa e na terceira formação de sócios. Somos essencialmente descontentes e inquietos. Estamos sempre mudando, isso sem dúvida nos atribui um mindset mais fresh que faz a gente ser percebido como uma agência mais nova do que de fato somos. Estamos conectados com os novos paradigmas da comunicação e é essa essência que mantém a nossa alma sempre jovem.

VoxNews – O que é ser criativo para você?

Rennê Nunes – Penso que a criatividade é a capacidade que temos de relacionar coisas que a princípio não estão diretamente relacionadas com o objetivo de gerar algo novo. E quando você usa isso pra promover alguma inovação social ou impacto positivo aí o céu é o limite. Vamos precisar de muita criatividade para enfrentar os próximos tempos. Precisamos unir as mais modernas tecnologias de informação com as mais eficazes tecnologias sociais. Nosso desafio de agora em diante passa por não só saber conectar pessoas e marcas mas usar de todas as ferramentas disponíveis para transformar atitudes e mudar a realidade que estamos condenados a enfrentar. Haja criatividade.

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