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“O profissional de mídia deve ser nexialista”, revela Flávio Rezende

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No cenário atual a compra de mídia tem sofrido drásticas transformações com o surgimento de novos canais, novas mídias, novos devices  e novos formatos. A conclusão de Flávio Rezende, um dos palestrantes do Encontro de Mídias, realizado esta semana pelo publicitário Claudio Venâncio, é que no futuro o profissional de mídia será nexialista, que significa ser capaz de reunir, avaliar e integrar as várias disciplinas que compõem o conhecimento humano, de modo que as coisas e atividades façam nexo entre si.

Flávio Rezende atua no negócio da propaganda, há 30 anos, ligado principalmente à área de Mídia. De 1993 a 1997, ocupou o cargo de diretor de Mídia Brasil no Grupo Young & Rubicam. Hoje é diretor nacional de Mídia da DPZ.

“O mídia recebe inúmeras informações e consegue estar atento às tendências. Deve se antecipar aos cenários econômicos e tem que ser inteligente para falar com a geração mais jovem. Precisa ler muito, ter um olhar para a arte, para a cultura, para as viagens. Deve ver o mundo de forma prazerosa”, prevê Rezende.

Segundo o diretor da DPZ, o mídia deve antecipar o que vai mudar no posicionamento e nos conteúdos dos meios de comunicação, ter conhecimento do movimento de ‘vai e vem’ do mercado e saber o que dá audiência para promover o seu anunciante. “Pessoas com esse perfil são 4 x 4. Devem entender de todas as áreas, saber como funcionam as novas tecnologias e como essas impactam e influenciam o consumidor”, reconhece.

Para Rezende, além de ser multidisciplinar, o mídia deve pensar junto com as equipes de criação e planejamento para trazer um ganho maior às ações. “O mídia é uma peça importante na indústria publicitária. Ainda não supera a criação, mas é reconhecido como elemento estratégico nas campanhas, tal o seu poder de negociação”, recomenda.

Ele lembra que negociar espaços publicitários é comprar o intangível, por isso é necessário estar sempre atento quando se busca audiência com determinado objetivo. “Precisamos entender o briefing e a estratégia de comunicação que permeia a campanha. Compramos caminhos para atingir um fim. Procuramos territórios estratégicos, não apenas rentabilidade financeira. Às vezes temos que pagar caro pela qualidade”.

À audiência repleta, Flávio Rezende lançou alguns questionamentos úteis na hora da negociação. “Quem constrói o conteúdo dos meios? Qual é share do mercado? Qual é a categoria investe nesse veículo? Quanto os concorrentes investem no veículo? Qual é performance do veículo? O veículo oferece alguma novidade atraente? A compra é uma ciência. Com quem você está comprando? Como negociar nos momentos de alta e baixa demandas?”

Para o especialista, não se pode comprar espaços na mídia como se compra um produto numa prateleira de supermercado. “A boa técnica analisa números relativos de auditorias. No fundo, trabalhamos com a estratégia e a mensuração do não tangível e as misturamos com números. Somos muito sensíveis. O mídia não é apenas um indivíduo, é um projeto. E ninguém toca projetos sozinho”, analisa

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