“Cinquentões” agora são “Fifties”. Veja a pesquisa sobre eles.

29/11/2012

Esqueça tudo o que você sabe, ou pensa que sabe, sobre os “cinquentões”. Na verdade, esqueça também o termo “cinquentões”. Estão em cena agora os fifties, expressão contemporânea para denominar o novo e crescente universo daqueles que se sentem “na melhor fase da vida, fisicamente, emocionalmente e espiritualmente”. Esse é o auspicioso panorama, tanto do ponto de vista humano quanto do mercadológico, retratado por uma pesquisa promovida pela Rino Com, como parte das comemorações de seus 50 anos de existência.

““Ao completarmos meio século de atividade”, “nosso trabalho, permanentemente renovado em termos de criação e tecnologia, é percebido hoje, para nossa alegria e orgulho, como o de uma agência jovem, dinâmica, com os olhos sempre voltados para o futuro. E acabamos nos dando conta de que isso tem tudo a ver com o fato de que, hoje, 50 anos de idade -– faixa etária de nossos principais executivos – tem um significado muito diferente, para melhor, do que antigamente. Decidimos então ir mais a fundo nesse target para conferir esta percepção””, revela o Presidente da agência Rino Ferrari Filho.

Um estudo de comunicação coordenado pela agência foi desenvolvido entre abril e agosto últimos, tendo como base uma pesquisa de opinião qualitativa e quantitativa com homens e mulheres na faixa dos 50 anos, realizada pela Club de Pesquisa.

Refletindo a tendência universal de envelhecimento da população, o estudo revela que no Brasil a expectativa de vida aumentou de 62,2 anos em 1980 para 73,9, e deverá chegar a 81,3 em 2050. Paralelamente, o percentual da população economicamente ativa acima dos 50 anos no país passou de 14,8% em 2001 para 18,1% em 2009 e continuará crescendo nos próximos anos. Como destaca o vice-presidente de Criação da agência, Fernando Piccinini Jr., “o sentimento dos fifties é de que os 50 são os novos 30, empurrando para frente o advento da terceira idade no que diz respeito à conotação pejorativa da expressão”.

As novas faces mais notáveis desse comportamento dizem respeito, principalmente, ao fato de que, longe do temor de serem superados pelas gerações mais jovens, os fifties entendem viver uma idade “produtiva, criativa, poderosa e com lenha pra queimar.” Eles têm orgulho de ser maduros e desfrutar “a melhor fase da vida”; consideram-se na “idade do equilíbrio, das escolhas e da liberdade”; acham que “essencial é ter vigor e estabilidade financeira para aproveitar o que a vida oferece”; estão “atentos aos cuidados pessoais, a fim de elevar a autoestima e o bem-estar” e fazem questão de permanecer “plugados, antenados com as novas tecnologias e valores em ascensão na atualidade”.

O desenvolvimento do estudo, a partir dos dados da pesquisa, sugeriu a divisão dos fifties em três categorias: os cinquenteens, que continuam fazendo planos e realizando projetos, pensam em viver cada minuto intensamente e acham que essa é a melhor fase da vida; os cinquentrinques, que procuram manter uma postura por eles definida como realista e madura, consideram-se sensatos, equilibrados e voltados para o presente; e os cinquentios, que se apresentam mais conformados, dão mais atenção às pequenas coisas, buscam uma vida mais simples e tendem a valorizar mais a família.

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