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BOLA DA VEZ

Carlos André Eyer – diretor de Operações e Criação da NBS São Paulo

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A NBS completou em 2012 sua primeira década de atuação na propaganda brasileira. A escolha do nome da agência veio do inglês “No Bull Shit” que, mais do que uma sigla, representa uma filosofia de ser: sem enrolação, sem frescura. Hoje, a equipe da agência conta com 280 funcionários nos escritórios do Rio e de São Paulo, comandados pelos sócios André Lima, Cyd Alvarez, Pedro Feyer, Antonino Brandão, Roberto Tourinho e Otto de Barros Vidal Jr. Atendem as contas da Oi, BRF, Suvinil, SulAmérica, CCAA, Bob’s, O Boticário, Takeda, Gradiente, entre outras.

Nesta entrevista conversamos com Carlos André Eyer, diretor de Operações e Criação da NBS São Paulo. Dedé, como é mais conhecido no mercado, já teve passagens pela Santa Clara, onde foi Sócio/Diretor de Criação Executivo; Africa, como diretor de criação e Giovanni,FCB, também como diretor de criação. O criativo fala sobre o atual momento da agência, sobre a dinâmica entre os dois escritórios, conta sobre o retorno da linha Meu Primeiro Gradiente à mídia e das expectativas para 2013. Confira:

VoxNews – Fale sobre o atual momento da NBS?
Carlos André Eyer – A NBS faz 10 anos em 2012 e sinto que estamos chegando num equilíbrio muito banca entre maturidade e disposição. Isto tem se refletido no trabalho e em como o mercado percebe a agência. Como é uma data emblemática, é hora também de parar pra analisar tudo que foi feito, checar os princípios, rever os processos e o que mais for preciso pra ter o mesmo sucesso nos próximos dez.

VoxNews – Como estão estruturados e como ‘conversam’ os escritórios do Rio e SP?
Carlos André Eyer – Eu praticamente comecei em publicidade ao lado do André (Lima, sócio da agência). Sofremos as mesmas influências, vivemos as mesmas experiências, gastamos horas e chopps discutindo o mercado, as oportunidades, os problemas e construindo nossas visões e crenças, que naturalmente são muito semelhantes.

VoxNews – Ainda há diferenças entre o mercado do Rio e SP?
Carlos André Eyer – Os mercados são bastante diferentes. Mas, assim como acontece com as pessoas, onde uma mesma característica gera qualidades e defeitos, o mesmo acontece com os “mercados”. São Paulo é onde estão os principais clientes, logo, as principais verbas e uma grande parte das principais vagas. Estar em São Paulo talvez possibilite mais chance de cair um job grande nas suas mãos, mas estes jobs vem também com grandes steps de aprovação, grandes metas, grandes pesquisas, grandes medos..

Se o Rio tem menos verbas publicitárias, tem também seu aspecto cultural que pode se transformar em formatos mais leves, inovadores, deferentes e é disto que vive a criatividade. O mercado norte americano deu um saltomonumental de qualidade quando rompeu com a “jurisdição” da Madisons Avenue e se espalhou por Boulder, Portland, Minneapolis, San Francisco e etc. Não ter as mesmas influências o tempo todo pode ser essencial pra chegar a novos conceitos, linguagens e formas.

VoxNews – Conte-nos mais sobre essa nova campanha da Gradiente. Como foi o processo criativo e quais as expectativas do cliente?
Carlos André Eyer – O que foi mais bacana e fundamental no processo foi a relação de confiança e troca criada entre agência e o cliente. Trabalhando em conjunto a gente tem mais chance de ser bem sucedido. Como o grande apelo da marca é a memória afetiva das pessoas, seria importantíssimo para o impacto da campanha voltar à mídia com o retorno da linha Meu Primeiro Gradiente. E para isso ser possível, precisamos atrasar três meses os primeiros cronogramas. Em resumo: antes de qualquer coisa, definimos o briefing considerando o potencial resultado.

VoxNews – Como criar com frequência diversas campanhas sem perder a qualidade?
Carlos André Eyer – Parafraseando Murilo Lico (VP de Planning da Fischer): talento é eliminatório no nosso mercado, se você não tem está for a. O que é classificatório, o que pode te fazer ir mais longe, é postura. Acho que a melhor postura pra manter a qualidade é manter a autocrítica. Se você começar a achar que tudo que faz é genial, pode ter certeza que vem merda aí.

VoxNews – E como manter a equipe “criativamente” atualizada?
Carlos André Eyer – Não sei se existe uma fórmula. Sem dúvida a postura individual de cada um é fundamental e talvez a composição da equipe, montada com pessoas com personalidades e interesses diferentes, também ajude.

VoxNews – Como foi o ano de 2012 para a NBS e quais as expectativas para 2013?
Carlos André Eyer – Desde que foi fundada, não houve um ano que a NBS crescesse menos que 10%.Neste ano ganhamos Gradiente, Whisky Passport, Bom Negócio, O Boticário entre outros. A expectativa pra 2013 é um crescimento em SP entre 12% e 15%.

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